SEGUNDA EDIÇÃO DO GREENBUILDING BRASIL CONSOLIDA SETOR DA CONSTRUÇÃO VERDE NO PAÍS

05 set 2011

Evento contou com a participação de nomes de destaque do setor da Construção verde mundial como o presidente do Greenbuilding Council nos Estados Unidos, Rick Fedrizzi e Hashem Akibari, um dos premiados pelo Nobel da Paz em 2007

São Paulo, 2 de setembro de 2011 – Por dois dias consecutivos, empresas e nomes consagrados da arquitetura, engenharia e ciência mundiais lideraram discussões sobre as melhores práticas e principais tendências para o setor de construções sustentáveis. Assim como na primeira edição, a 2ª GREENBUILDING BRASIL - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL & EXPO atraiu um público altamente qualificado. Mais de 1.000 visitantes entre expositores, palestrantes, arquitetos, engenheiros, consultores, especialistas discutiram o futuro e os desafios da construção verde para o Brasil nos próximos anos.

Marcia Coimbra, Gerente da Unidade de Negócios de Congressos da Reed Exhibitions Alcantara Machado, comemorou o sucesso do evento e disse que o setor é estratégico para empresa. “É a forma que encontramos de contribuir para a consolidação dos processos de sustentabilidade no País. Em virtude do seu crescimento exponencial, estamos estudando realizar a próxima edição em um espaço maior para apresentar mais novidades e atender a demanda da visitação”, antecipa a executiva.

Logo no primeiro dia do evento, o fundador e presidente do Greenbuilding Council nos Estados Unidos, Rick Fedrizzi, destacou que o Brasil vive um momento de grande crescimento econômico e de avanços em construções sustentáveis, além de ser um dos líderes mundiais em energias renováveis. O presidente do GBC US reconheceu o esforço brasileiro de tornar a Copa do Mundo e a Olimpíada “eventos verdes”.

Uma das palestras mais esperadas do primeiro dia do Greenbuilding Brasil foi a do arquiteto e consultor Glenn D. Hughes. Ele apresentou o projeto desenvolvido para o jornal The New York Times e explicou como foi projetado o aproveitamento de luz natural em todo o edifício. Segundo ele, a nova construção custou menos que o esperado, pois reduziu o gasto de energia elétrica em 70% uma economia de 433 kilowatt/hora e 3,795 megawatt/ano. “Os benefícios vão além da economia com eletricidade, já que o ambiente de trabalho fica mais agradável e a imagem da empresa que investe nessa otimização do uso da luz natural também é beneficiada. A mudança no ambiente com uso da luz natural ajuda a melhorar entre 4% e 7% a produtividade no trabalho”, apontou o especialista.

Outra presença internacional de destaque da Conferência foi do professor Hashem Akbari, da Universidade de Concórdia, em Montreal. Em 2007, Akbari foi um dos reconhecido pelos seus estudos em mudanças climáticas pelo Nobel da Paz e nesta edição do evento demonstrou aos visitantes como a construção de telhados frios e formação de cidades em tons de cores mais claras podem evitar a formação de ilhas de calor humano nas metrópoles mundiais. Hashem Akbari propôs também evitar o uso de asfalto preto e usar um asfalto de cor mais clara para diminuir a temperatura nas cidades. Ele divulgou ainda um programa de instalação de telhados frios nas 100 maiores cidades do planeta e sugeriu que, São Paulo, participasse ativamente dessa iniciativa.

O experiente arquiteto Siegbert Zanettini, que já assinou uma vasta gama de projetos eco eficientes e participou como palestrante no primeiro dia do evento, afirmou que o Brasil deve deslanchar no número de empreendimentos sustentáveis nos próximos anos. “Temos condições mais que propícias para resolver problemas de escassez de matrizes energéticas. Sustentabilidade não é uma coisa de agora e hoje as questões são outras: é preciso unir investimento com conhecimento”, disse o arquiteto.
Com o tema “Plataforma Verde e Legado Sustentável para a Copa 2014”, Josemar Picanço, gerente de Meio Ambiente da Coca-Cola Brasil mostrou como as fábricas da empresa estão se reestruturando através da Visão 2020, uma análise sobre o futuro da organização e do mercado com enfoque no desenvolvimento sustentável de longo prazo. O resultado apresentados foram:  43% de redução do consumo de água na fabricação das bebidas e 31% no uso de energia entre 2005 e 2011. “Cinco anos atrás, o consumo de água nas fábricas era, em média, de 5 litros por cada litro de bebida produzida. Atualmente, estamos na faixa de 2 litros e a meta é chegar a 1.8 litros em 2012”, afirma o executivo.

Visitas Técnicas - Por fim, para aliar a teoria à prática, no terceiro dia, o evento reservou aos participantes uma agenda de visitas monitoradas a quatro importantes empreendimentos com certificação LEED: a sede da Dow Química no Complexo Rochaverá; a Torre Santander; a nova sede da Phillips; e a filial da Vila Clementino da rede Pão de Açúcar.

Durante o evento, representantes do GBC Brasil e do GBC Itália assinaram o Memorando de Entendimento, visando à mútua cooperação na elaboração e compartilhamento de estudos científicos, programas de conscientização, propostas de políticas públicas e promoção de eventos. Destaque também para a presença da sub Ministra do Comércio dos Estados Unidos e um grupo de empresas expositoras americanas.

A diretora executiva do GBC Brasil, Maria Clara Coracini, também destacou a importância do encontro entre empresas, profissionais e representantes do poder público para trocar informações e levar novas soluções para os empreendimentos do País. “O Brasil é o quarto país em pedidos de certificação LEED e o quinto no ranking mundial de construções sustentáveis. A estimativa é fechar 2011 com 335 empreendimentos certificados no país”, finaliza.

Confira os depoimentos:

Empresas

Daniel Arruda, gerente de marketing estratégico de Construção da Dow, ressaltou a importância que o evento está conquistando nesses dois anos de realização. “A Dow, como membro fundador do GBC no Brasil, se orgulha de ter participado, também, desta edição, que vem se estabelecendo como referência na área de construção sustentável. Por meio de eventos como este, firmamos nosso compromisso com o desenvolvimento e aplicação de tecnologias sustentáveis para a construção, como as soluções para Telhado Branco que, este ano, tiveram grande receptividade”.

Para Manoel Gameiro, presidente do conselho do GBC Brasil e diretor da Trane do Brasil – empresa do Grupo Ingersoll Rand,  “o evento discutiu todos os principais temas e fóruns relativos à construção sustentável e trouxe conhecimento amplo às pessoas que o visitaram, permitindo uma discussão acadêmica e ampla da sociedade brasileira. O evento e a exposição atenderam plenamente às nossas expectativas”.

Para a Johnson Controls, participar da Greenbuilding Brasil representou mais do que expor produtos. Firmamos nosso posicionamento como empresa provedora de soluções de sustentabilidade e eficiência energética. O evento é de vital importância para divulgação de novas tecnologias e práticas que auxiliem empresas no caminho rumo à sustentabilidade", conta Mário Filho, diretor de sistemas da Johnson Controls. 

O vice-presidente Global de Energia e Sustentabilidade da empresa, Clay Nesler, apresentou os resultados da pesquisa global Energy Efficiency Indicator 2011, com dados sobre a preocupação dos executivos brasileiros sobre a questão da eficiência energética.

“A participação da Gerdau em um evento que é referência mundial, bem como nossa associação ao Green Building Council Brasil, reforçam o comprometimento da empresa com a sustentabilidade nos negócios e nos processos de produção”, afirma Vinicius Rodrigues Morais Junior, gerente geral de Marketing da área de construção civil da empresa. “A Gerdau foi, por exemplo, a primeira empresa no Brasil a ter produtos de aço para a construção civil certificados pelo selo ecológico Falcão Bauer, contribuindo para que as construtoras conquistem certificações ambientais para os projetos desenvolvidos com aço Gerdau. No evento, a empresa tem a oportunidade de mostrar que busca se antecipar às demandas dos mercados, oferecendo soluções inovadoras, assim como atender as necessidades específicas de cada cliente”.

Visitantes
“Nosso objetivo é desenvolver cada vez mais projetos deste tipo, que apliquem soluções realmente sustentáveis e ecoeficientes, pelo bem do nosso meio ambiente”, disse Eduardo Andrade, engenheiro do SESC de Salvador que participou do projeto para construir uma unidade que utiliza soluções para reuso de água pluvial.

José Augusto Pereira Barbosa, engenheiro civil da Vale ressaltou a grande cobrança por parte das empresas em geral, para conscientizar os funcionários sobre atitudes e um comportamento voltado para sustentabilidade a longo prazo.
“Vim para conhecer as novidades e achei a exposição bem diferenciada. Trabalho com iluminação e buscava mais informações sobre as principais tendências do setor. Em meu trabalho tenho sentido uma demanda cada vez maior por eficiência energética, pela preocupação com a origem dos produtos”, ressaltou o arquiteto Felipe Rodrigues.

“Nós aproveitamos a feira para ampliar nossa rede de contatos, foi ótimo!”, comemorou Paola Crosa di Vergagni, arquiteta LEED da empresa de certificação italiana Rina.